domingo, 30 de novembro de 2014

FLUENTES, NÃO PARTAM EM BANDA AS FRASES DOS BALBUCIANTES

FLUENTES, NÃO PARTAM EM BANDA AS FRASES DOS BALBUCIANTES

Josenilton kaj Madragoa

Psicolinguisticamente, cortar ou interromper o que o outro, iniciante ou mais iniciante, está dizendo, para corrigi-lo quanto a uma palavra ou regra, ou para completar o que ele ainda está tentando vagarosamente elocutar, é um mau hábito de quase todos os fluentes (especialmente aqui no mundo latino, com suas emocionalidades nervosas à flor da pele e da consciência). Isso intimida e cerceia o livre direito de expressão dos iniciantes, que também tendem a falar com a razão e com a emoção. É um crime linguístico-ecológico, para não dizer um crime de lesa-frase.
Especialmente quem flui menos, tende a se sentir intimidado diante de um codialogador mais fluente. Este deve ajudá-lo a fluir, simplesmente não o ajudando na frase em processo de parto. Aqui, ajudar é não ajudar! O exercício da calma e da paciência por parte do interlocutor já fluente é vital para que o parto das frases dos mais novos ocorra sem suor, sem pressa e sem pressão. [Ainda que possa ter sido apenas um fake internético, continua exemplar aquele tipo de diálogo entre membros de uma tribo de índios estadunidenses, em que, após cada um dizer uma frase, havia um longo silêncio, para que todos do grupo meditassem sobre o que foi ouvido, para, só depois..., alguém outro dizer uma frase a respeito... Esta então era sucedida por outro loooooongo silêncio..., de modo que o silêncio se fazia ouvir mais do que as frases em si.]
Ademais, quem é mais fluente, vive errando também, em quase toda frase, principalmente nos ambientes dialógicos informais. Só que, como ele já é fluente na segunda língua, e, por consequência, também erra fluentemente, ele é tido como o bambambam do pedaço, o rei da cocada preta, o "melhorzinho" da boca (☺), e, por isso, se arvora no direito de ser revisor instantâneo de expressões daqueles que ainda estão engatinhando na fala e ainda estão gerando suas frases reticentemente. Em terra de errantes frasais e não fluentes, quem flui, mesmo errantemente, é rei.
Muitos iniciantes tornam-se tímidos, por serem intimidados com o protecionismo involuntário dos que sabem mais. Se estes tivessem mais simancol e não cerceassem na fonte, ou seja, no ato da emissão frasal, a palavra dos ainda inseguros, o Esperanto seria muito mais conhecido da sociedade, como uma língua verdadeiramente viva, democrática e igualitária.
A interrupção da frase por outrem, à guisa de conserto ou completamento correto, pode ser considerada senão um crime, mas uma contravenção, ainda que involuntária e na melhor das intenções. Ao invés de um interdito adjutório, está se praticando mesmo é um interdito inibitório, quando não proibitório, da liberdade de expressão ou de expressionamento. Vamos piorar a comparação (se necessário, tire as crianças da sala): de propósito, ou não, está se praticando uma tentativa de aborto proposicional. E este só não se perpetrará, gerando um natimorto frasal, se o gerador da frase tiver atitude ou presença de espírito, para interromper o interrompedor a tempo e pedir-lhe tempo, para terminar, ele mesmo, de concluir a gestação da sua frase. Poderá até nascer uma frase com defeito parcial, mas será uma frase viva, com uma alma, que será a ideia espelhada por ela. Não deve sofrer nenhuma espécie de preconceito. Merece apoio, respeito, aplauso e também, por que não?, um presente, ainda que em alguns casos, de preferência, em forma de um livrinho de minicurso ou até mesmo aquele famoso folhetim “A Chave do Esperanto”. [“Donacetoj subtenas amikecon”.]

Errar é humano, especialmente num diálogo informal. Na oralidade o que mais importa é que o resultado final da frase elocutada seja suficientemente compreensível, para que o ouvinte emita seu parecer-resposta, não sobre a frase em sua estrutura formal, mas sobre o que ela disse ou espelhou de fato. Se a frase ouvida não ficou clara, que o interlocutor apenas diga que não entendeu direito, ou então peça para o emissor dizer de novo ou com outras palavras. Apenas isso.
De mais a mais, o que importa é comunicar conteúdos, não formas frasais. Estas são roupagens que vão se aperfeiçoando com o procezo do tempo, sedimentando-se naturalmente com o procedo de leituras e estudos sistematizados, seja em sala de aula, seja em rodas de diálogos dirigidos, seja à luz de velas, na solidão das madrugadas.

Ademais, é bom deixar registrado em ata, também, que, na quase totalidade das vezes, não existe frase errada. Ninguém erra ou fala errado uma frase. Erra-se em parte, ou numa parte da sintaxe ou numa parte das palavras ou apenas numa parte da estrutura morfêmica ou sintagmática de uma palavra. Em português costuma-se dizer "ele errou a frase". Em Esperanto, mais acertadamente, diz-se "li eraris en la frazo" (ele cometeu um erro dentro da frase). [Por isso há pouco tempo houve uma tendência que tentou se firmar entre os revisores de provas do ENEM (exame brasileiro do ensino médio), de não anular provas de quem cometeu até mesmo um erro em cada frase, por considerar como objetivamente corretas as demais partes de cada frase do texto. Defendeu-se, para justificar, que as pedradas não foram lançadas por todas as frases, mas, sim, por uma parte de cada uma delas. Bem, essa tendência já foi revista.]
No caso de um diálogo informal, o que vale é comunicar, ou seja, fazer com que o outro entenda o que se está dizendo, ainda que com 'frasemas', morfemas ou sintagmas equivocados. Porém, se o todo da frase conseguiu retratar o que se imaginou, "já foi"!

Quanto mais tempo, contudo, se tiver para imaginar precisamente o que se quer dizer, e, no caso do iniciante, quanto mais tempo se tiver para montar a frase mentalmente, mais chance haverá desta sair boca afora com mais precisão de sentido, ainda que com pedradinhas aqui e ali.

Se uma pedrada gramatical lançada tiver sido perigosamente lesiva à norma padrão ou à norma culta, configurando um crime hediondo de lesa-gramática, aí, e só aí, deve o interlocutor, habilmente, com sutileza, oferecer uma proposta de correção. Porém, isso deve ser feito depois, não cortando a frase do outro, ainda em processo de elocução. O que flagrou o crime deve esperar sua vez de falar, para tentar fazer a denúncia ou acusação reparativa do tal delito. Quando ele estiver falando, não sobre a forma do que ouviu, mas, sim, sobre o conteúdo do que ouviu, pode repetir a imagem ou a ideia mal verbalizada ou mal expressada, só que agora de forma correta ou aproximada da norma padrão ou da norma culta. Poderá também oferecer formas alternativas mais simples ou mais claras, mais próximas do Esperanto puro, que é basicamente simples e direto. [Esperanto puro, do qual somos adeptos, ainda que não seguidores fieis por enquanto, é o estilo da gramática básica e do vocabulário mais simples e mais tradicional do próprio Esperanto, com exploração de formas de dizer a partir do seu próprio estoque intrínseco de regras, morfemas e raízes próprias.] Enfim, esse conserto indireto e totalmente posterior à frase com erro será uma contribuição, que o outro, se entender a correção subliminar, poderá aproveitar, ou não.
Essa cautela ou discrição na ação corretiva vale inclusive para aquele que seja didata ou instrutor, estando em serviço ou “à paisana”. Diálogo é diálogo, não é aula. É e deve ser um momento democrático, extradidático, livre, onde cada um se sinta à vontade para externar suas frases, nasçam estas como nascerem, sem receio e sem cerceio. Assim, os partos frasais tendem a ocorrer o mais espontâneos possível, sem assistência a fórceps de alto risco de abortividade. Portanto, essa calma e paciência são didáticas ou instrutivas num diálogo, seja formal, seja informal, seja numa roda de conversação, seja onde for. Não apartear abrupta e interruptivamente a frase alheia em fase de nascimento contribui muito para o aprendizado e fluência do iniciante. Com essa sensação de liberdade de expressão, o novato vai se sentindo cada vez mais seguro em seu engatinhamento, até aprender a andar, para o que contribua apenas a andadeira dos livros e do estudo progressivo nas horas ou nas aulas próprias.

A IMPORTÂNCIA DA NÃO INTERRUPÇÃO CORRETIVA DE FRASES NO DIÁLOGO COM COMPASSO BINÁRIO

As qualidades emocionais (calma e paciência) têm valia dobrada quando da “formalização” de eventuais diálogos informais binarizados, a dois ou numa roda de conversação. Neste caso, os dialogadores combinam exercitar o compasso binário (por nós proposto em artigo anterior), em que cada um precisará dobrar o seu tempo, para emitir uma frase. Afinal, ele precisará primeiro construir uma imagem mental, que vai servir de mote, para a emissão mais espontânea da frase correlata ou frase espelho do que foi imaginado. E se se tratarem de dialogadores que ainda estejam engatinhando no próprio domínio da gramática ou das palavras, então essas qualidades têm valia triplicada. Neste caso, será necessário, também, um tempo extra para que cada novato intermedeie ou ternarize o processo binário, com a construção ou mentalização de cada frase nascitura. Para tais iniciantes, como já dissemos, o processo é de compasso ternário (imaginação, construção da frase nascitura na mente e gestação oral da frase), o que postula mais tempo de operação processual e mais certeza de que não será interrompido pelo outro no meio de suas frases, por mais reticentes que sejam.


Portanto, o fluente deve evitar o monopólio do tempo dialogal. A ideia primeira é que um fale uma frase por inteiro e o outro, em seguida, e de preferência em seguida a um breve silêncio, fale a sua, numa alternância de frases, não de parágrafos longos. Quando se tratar de um diálogo em que um dos participantes ainda não tenha a fluência binária intrassubjetiva proposta como treinamento paradidático, pode-se acrescer um intervalo de tempo silencioso mais longo entre cada frase do mais fluente e cada próxima frase do menos fluente. Assim, este terá mais tempo para construir suas imagens mentais, elaborar mentalmente suas concernentes frases e por fim soltá-las, psicoconfortavelmente, sem estresse.

Enfim, acreditamos que essas recomendações serão mais e mais necessárias nos próximos anos, com as alterações psíquicas mais intensas e agitadoras resultantes dos cada vez mais frequentes barrufos e sacudidelas vibracionais das tempestades heliomagnéticas sobre toda a Terra, ainda que imperceptíveis sensorialmente. E estas terão repercussão não só nas atividades cerebrais, mas também nos fluxos de raciocínio, na memória, na atenção e na concentração de todos nós, de formas parcialmente favoráveis ou desfavoráveis. Como não temos, contudo, evidências cabais para sustentar essa tese, não podemos avançar nesse ponto, pelo menos por ora. Na dúvida, entretanto, seria de bom tom ativarmos mais os nossos genes de pensamento com ideias firmes e luminosas, desde já, a fim de irrigarmos nosso solo cerebral e nosso corpo com fluxos de neuropeptídios benfazejos e saudáveis. Isso repercutirá sobremaneira na fluência linguística e no maior domínio gramatical e lexical do Esperanto, independentemente de qualquer coisa lá na frente.




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

RETALHOS DIÁRIOS - RECORTES DE E-MAILS (NOVEMBRO 2014)

A crise cognitiva de operadores da Educação e de intelectuais de outras áreas e também de alunos e jovens em geral, com reflexo na preguiça de ler, deve-se acima de tudo a um fastio inconsciente em relação aos pacotes cognitivos já ultrapassados, mas ainda vigentes, ainda fulcrados na fenomenologia tridimensionalista.
Ainda não foi descortinado um horizonte de saberes voltados para as tendências e descobertas terceiro-milenistas e mais quadridimensionais.
{Veja isso não como uma conclusão, mas apenas como o levantamento de uma lebre introdutória para eventual colóquio mais aprofundado sobre o assunto.}
Quadridimensionalidade aqui é a transcendência dos sentidos humanos, para perceber as realidades. É ter o sensório humano mais refinado, para sacar ou entender o universo que os aparelhos científicos não captam. Quarta dimensão aqui não é o tempo einsteiniano. É a sutilidade perceptiva vinda à flor da pele. 
Os livros acadêmicos ainda se prendem aos fenômenos tridimensionais, ou seja, àqueles que são da vida real perceptível diretamente pelos sentidos ou através de aparelhos, para explicar o mundo e a vida, ainda que novos fenômenos e fatos já estejam aí a desafiar leis (científicas), lógicas (filosóficas) e crenças (religiosas). Daqui a alguns anos será forçoso reformularmos conceitos, quando todas as novas verdades tornarem-se mais evidentes e perceptíveis materializadamente.


Em 28.11.2014

*******************************

SOBRE TRADUÇÃO DO PORTUGUÊS PARA O ESPERANTO:

Traduzir é sempre uma arte difícil. Às vezes a gente precisa dar uma volta reflexiva e de estudo bem complexa, para chegar a uma solução simples e fiel. O bom é que o português é uma das línguas mais ricas do mundo em expressões universais. É uma língua ótima para se traduzir para o Esperanto. As duas línguas têm correspondentes perfeitos para quase tudo, quase iguais em estrutura e em significado. É uma beleza. Mas isso é para quem gosta e, ainda que não as domine devidamente, não tem medo de ambas as línguas (e também para quem tem um bom banco de expressões em ambas. Rsss). 
A língua portuguesa é uma das mais complexas e eruditas, mas também uma das mais populares do mundo. Para os que se encorajam a encará-la criativamente na produção textual ou na tradução, ela oferece generosamente todos os recursos de expressões imagináveis e inimagináveis, igualmente o Esperanto. São duas línguas riquíssimas, no que se refere a universais linguísticos.
Em 17.11.2014


Manoel de Barros trouxe um pedacinho do céu para o quintal da casa dele e compartilhou um pouco com todos nós que gostamos da boa poesia. Ele agora merece estar num cantinho bem gostosinho e aconchegante lá nas suas novas bandas. Esperemos que o que ele nos legou fique para sempre nos ensinando a ver a grandeza das coisas simples.
​​
Um dia eu espero ter crescido o suficiente, para voltar a ser criança, pelo menos na criancice que todo artista precisa ter, para produzir com mais leveza e soltura. Manoel de Barros viveu tanto e com tanta lucidez e inteligência criativa, justamente porque ele dizia que não tinha atingido a terceira idade, mas, sim, a terceira infância.
​Portanto, ele não morreu de velho. Morreu de criança.  
Em 13.11.2014, dia em que o poeta Manoel de Barros emigrou para o sem-fim.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

SOBRE O MISTER JUDICIAL DO TRADUTOR

SOBRE O MISTER JUDICIAL DO TRADUTOR


Josenilton kaj Madragoa


“La lingvo profitas pli multe per la tradukado, ol per libera originala verkado. La originala verkisto ĉiam iel povos eltiri sin, li simple ne uzos malfacilajn esprimojn aŭ simple donos aliajn anstataŭ ili.” - Kabe (1931), citado em “ENCIKLOPEDIO DE ESPERANTO”.

Vistos etc.
Traduzir é sempre uma responsabilidade.
O tradutor é antes de tudo um homem de confiança do público-alvo a que se propõe servir com o seu múnus.
Ao pegar textos para traduzir para outro idioma, inicialmente, ele é um policial ou um detetive investigador das ideias que se passaram na cabeça dos autores originais, para entender por que foi escrita assim ou assado cada frase ou palavra a traduzir, que aparentemente significa uma coisa, mas que pode estar querendo dizer outra. Sua meta, ou melhor, sua responsabilidade precípua é reproduzir na outra língua, o mais fielmente possível, o sentido de cada texto que está sob sua lupa para tradução.
Aí entram, por parte do tradutor-investigador, antes mesmo de pegar na sua caneta, o estudo de contexto dentro do texto e fora do texto (ou a busca de referências endofóricas e exofóricas) que motivaram as expressões usadas no texto original, a visão ampla do jogo de coesão e coerência intra e extratextual no enfrentamento de cada frase, as ambiguidades da moda, as intertextualidades reinantes, e, se possível, a busca de saber qual foi a última refeição comida na noite do dia anterior pelo textuador traduzido. Tudo pode ser pista!
O importante é o compromisso do tradutor de dizer a verdade, ou pelo menos de dizer com a maior verdade possível para seu público-alvo na língua-meta tudo o que foi dito no texto original da língua-fonte, frase a frase, palavra a palavra, mas principalmente sentido a sentido, ainda que esta verdade seja subjetiva a ele, ou seja, que sofra inevitável contaminação ideológica resultante da sua visão de mundo, de si mesmo e do autor traduzido. O importante, minimamente, é que o tradutor se esforce sempre para aprimorar a técnica de dizer a verdade e que aja sempre com boa-fé na sua bancada de trabalho.
Esta é a responsabilidade mínima do oficial da tradução, e que ganha mais gravidade, se o público-alvo da língua-meta especialmente tiver uma expectativa de compreensão bastante diferente da do público-alvo da língua-fonte. Neste caso, exige-se um maior exercício na escolha das palavras e regras de expressão por parte do tradutor, que é, também, um intérprete, ainda que por escrito, de culturas, tradições, jargões etc.

O tradutor é também um juiz no seu ofício de entender o sentido das palavras e expressões da língua-fonte, para poder oferecer a melhor sentença-frase, para fazer a melhor justiça em cada caso concreto, cuja ata é o próprio texto traduzido para a língua-meta.
A palavra 'sentença' vem de sentir, de emitir uma opinião ou parecer baseado muito mais no sentimento do que na razão.
O juiz que busca ser servidor muito mais da Justiça do que do Direito, desapega-se da literalidade da lei objetiva, fria e racional, para, no enfrentamento de cada caso a julgar, na observância do que lhe é exposto para exame, perceber, sentir dentro desse exposto, ou tentar arrancar de dentro desse exposto, a verdade real, que nunca vem em sua inteireza perante o sensório magistratural. É necessário abstrair-se da forma, em busca do conteúdo imaginário ou imaginado, em busca da essência, cuja linha motivadora tem um caudal que antecede até mesmo o nascimento do réu, ou até mesmo extrapola toda a circunscrição ideológica em que o réu ou o juiz vive e modela seus pensamentos, sentimentos e ações. E tal circunscrição normalmente se espraia além do plano físico, podendo ter toda sua motivação próxima ou remota até mesmo no mundo interativo dos espíritos.
No caso do tradutor, que é um investigador verbal e é também um juiz no ato do seu ofício, ele tem de buscar sentir a verdade da realidade que está nas entrelinhas, e não exatamente nas linhas, do texto-réu original, mesmo que esse texto seja apenas um único monossílabo sobre uma folha de papel, ou mesmo até que o signo discursivo esteja tridimensionalmente ausente, às vezes invisível, entre uma linha e outra ou entre uma palavra e outra do texto, às vezes à espera de uma palavra ou expressão que ainda vai ser inventada, para que possa se revelar aos sentidos intelectuais.
[Se me permitem uma digressão pessoal, como tradutor português-Esperanto (e que não domina devidamente nenhuma das duas línguas), às vezes eu fico de frente para uma frase; eu e a frase; eu olhando ela e ela me olhando; eu tentando traduzi-la em nível de entendimento e em nível de palavras e ela se esquivando de todo jeito. Sim... tem frase que é esgueirosa, cheia de catimba, de parece mas não é, porque o problema é este. Muitas delas não espelham ipsis litteris a ideia perpassada na mente do autor original. Ele pensou lá uma coisa, às vezes num tempo, num espaço ou numa cultura bem distante da nossa, mas a expressou verbalmente por formas que só o leitor da língua/espaço/época/cultura dele pode compreender facilmente, embora essa coisa, como quase toda coisa, tenha seu quê de universalidade. Aí, na busca da equivalência em Esperanto e na busca do sentido universal da sentença sob tradução, às vezes eu passo meia hora ou mais, para reconstruir a frase em Esperanto e numa forma o mais universal possível, para que todo o universo esperantista global entenda, com o mesmo sentido que a frase-sentença evocou para os leitores originais. Por isso que nós comparamos o traduzir, de certa forma, ao papel de um juiz, que precisa julgar, ou melhor, precisa decidir como extrair a máxima universalidade possível de um enunciado ou sentença original e reexpressá-la também da forma mais universal possível dentro da língua universal por excelência, que é o Esperanto, que tem um público diasporizado nos entremeios de várias culturas, épocas, lugares e línguas nacionais. E os esperantistas, como universalistas, via de regra, hipoteticamente, são um público leitor multiexigente, porque são multiculturais, multitemporais, multiespaciais e multilíngues, pelo menos em nível de predisposição raciocinal, em tese. Traduzir para o Esperanto é, pois, uma multirresponsa! ☺ É um excelente exercício, pelo menos de esforço físico e neuronal. Dá bons frutos.]

Como premissa, o escrito original tem natureza jurídica de documento, e o tradutor é juramentado com sua consciência, de passar fielmente para a língua-meta, não o que foi objetivamente escrito no papel original, mas, sim, o que foi pensado na cabeça do autor original, no mínimo. Não é raro ocorrer de o tradutor expressar mais fielmente em sua tradução aquilo que o textuador original idealizou, mas que não expressou com a mesma fidelidade com suas próprias palavras. É outra responsabilidade do tradutor, não exatamente de se expressar melhor, mas de tentar ser mais claro do que o textuador original, especialmente se este for de uma época mais remota, em que os dicionários eram bem menos volumosos, ou em que não lhe era permitido dizer, pelos censores ideológicos, tudo o que sabia ou tudo o que sabia dizer.

A fidelidade ao sentido muitas vezes exige a traição à forma. E isso depende de vários fatores. Às vezes uma frase toda diferente, quer em estrutura, quer em gramática, quer em maneira de dizer, é que traduz o mais fielmente possível uma frase de um autor original. Reiterando, consideremos que traduzir não é simplesmente levar de uma língua para outra, mas é também transpor espaços, tempos e culturas.
A língua verbal é expressa em palavras, mas ela, em si, expressa toda uma gama de realidades profundas e extralinguísticas, que demandam uma sensibilidade, um sentir (uma ‘sentença’) muito mais fiel aos postulados, técnicas e recursos da semiótica verbal do que às regras da tradução meramente cartorária.
A arte da tradução evolui com o passar das gerações linguísticas, de modo que têm mais opções tradutoriais, inclusive quanto a palavras e modos de dizer, os tradutores das gerações linguísticas mais recentes. Se conhecêssemos, por exemplo, os fatos que motivaram a escrituração de todos os antigos textos sagrados, e se fôssemos traduzi-los usando abertamente (e sem vinculações ideológicas) todos os recursos expressionais, gramaticais e vocabulares das linguagens interdisciplinares mais recentes, bem possivelmente chegaríamos a textos bem diferentes e com muito mais precisão de sentido do que os textos sagrados. Estes quase sempre têm sido, no lastro dos séculos, totemizados como verdades eternas, muitas vezes em toda sua literalidade, por seus seguidores mundo e ideologias afora, em prejuízo da evolução da humanidade pela evolução dos sentidos textuais até a geração interpretacional corrente.
Voltando à vaca fria, não existe sentença absolutamente justa, já que o juiz, que é também um ser humano, e, por isso, falível na emissão de seu juízo de valor, não presenciou o fato sob julgamento. Ademais, ele mesmo, o togado, é tocado também por suas impressões subjetivas e ideologias conscientes e inconscientes que defende, sem contar que, ao invés de vendar os olhos pela neutralidade da justiça, o que seria o ideal, ele acaba não enxergando com a clareza necessária os fatos sub oculis, em razão dos resquícios de traves e argueiros que ainda embaçam a sua visão. [Ainda bem que existem os tribunais para reexame das sentenças de primeira instância, em grau de recurso, ainda que caibam em relação a estes, mesmo em se tratando do Supremo Tribunal Federal, outros recursos.]
Da mesma forma, não existe tradução absolutamente perfeita, já que o juiz-tradutor não presenciou o fato-ideia que teve o réu-autor original no momento em que cometeu a ação de registrá-lo no papel. [Daí a importância de não dar doentia importância à escrituração perfeita, nem no original nem na tradução. Lembremos do genial João Guimarães Rosa, que já na quinta edição de seu "Grande Sertão Veredas", ainda fazia correções a caneta no exemplar que recebia. A grande prosadora Clarice Lispector, ao entregar seus originais para o revisor, recomendava que, após o trabalho dele, eles seguissem direto para a editora, porque ela nem queria saber o que foi corrigido. O grande contista argentino Jorge Luís Borges, considerado por muitos o melhor do mundo no gênero, disse que "Publicamos, para não passar a vida a corrigir rascunhos. Quer dizer, a gente publica um livro, para livrar-se dele." Daí pode-se ilar para a seguinte premissa confortadora: toda frase já publicada sempre poderia ter sido escrita melhor, ou com mais precisão ou com mais estética ou com mais espanto, seja no original, seja na tradução. O importante, pois, é navegar na arte e compartilhar as viagens com os outros, no estado em que a nau e os mares se encontrem. Já viver o mundo escorreito, friamente objetivo, cartorário e irreprochavelmente engravatado é secundário, não é preciso. Da mesma forma, só não devemos nunca é abandonar o barco das nossas viagens escriturais, da mesma forma como não devemos também deixar de ir aos portos gramaticais e a outros navios literários em busca de manutenção e de melhorias de nossos traçados.]


Não é raro o tradutor, à guisa de querer melhorar o sentido do original ou estilizar o seu próprio texto, cometer o erro de lesa-tradução, ao incluir na língua-meta palavras que evocam sentido muitas vezes bastante afastado do sentido pretendido pelas palavras originais.
A premissa que nós defendemos, como praticantes da tradução, é que, até necessidade em contrário, deve-se sistematicamente priorizar a tradução literal, não exatamente quanto à estrutura formal do que foi expressado em palavras, mas, principalmente, quanto ao que se quis dizer originalmente com as palavras da língua-fonte. 


Não se trata de tradução ao pé da letra, nem ao pé da palavra, nem mesmo ao pé da frase, mas, sim, de tradução literal de sentidos. Captou-se o sentido de um enunciado na língua-fonte? Expresse-se-o na língua-meta, abstraindo-se das palavras e formas de dizer daquela e considerando as palavras e formas de dizer mais próprias desta, de modo a preservar o mesmo sentido na translação interlinguística.
Se para a tradução de certa palavra da língua de origem houver uma palavra na língua-meta cuja raiz seja a mesma ou bem próxima e que tenha exatamente o mesmo valor semântico da palavra original, e desde que não comprometa uma estética mínima e certa harmonia na frase, por que não usá-la? À falta, contudo, dessa correspondência biunívoca intervocabular quanto à forma e quanto ao conteúdo, que se recorra à palavra mais próxima ou até mesmo a ambages que bastem para reproduzir fielmente, ou o mais fielmente possível, a ideia original, que, muitas vezes, pode não ter um correspondente monovocabular na língua-meta.
No diligente esforço de tentar incessantemente atingir a inatingível tradução perfeita, o incansável perseguidor dos sentidos dos significantes frasais priorize, “o mais sempre possível”, as palavras, aglutinações ou formações parassintéticas mais específicas, além das locuções, topicalizações, conversões morfossintáticas (ou gramaticalizações ou ainda recategorizações sintáticas), tudo em nome da clareza, ou melhor, da clarificação do que foi dito ou querido dizer na frase da língua-fonte. [Isso tudo enquanto se fazem intermináveis leituras comparadas de grandes traduções com seus concernentes originais, frase a frase, com grifagens, retraduções, fichamentos e compilações de fórmulas e soluções encontradas pelos mestres em traduções difíceis, além do exercício diuturno da própria tradução e do refinamento incessante do estilo, sem trégua, sem feriado.]
E reiterando: a melhor tradução às vezes não é a que reproduz fielmente na língua-meta o texto da língua-fonte, mas é a que traduz, em texto da língua-meta, o que foi dito no subtexto da língua-fonte, que o mais das vezes “aparece” invisível aos olhos, camuflado em figuras de linguagem, meias palavras, volteios, hiperônimos (ou palavras-ônibus) muito generalizantes, cochilos do autor original na escolha de palavras ou expressões mais significativas, etc. Isso não deve impedir, contudo, o tradutor de buscar, ele mesmo também, ornamentar a tradução com equivalentes maneiras de dizer e figuras de linguagem da língua-meta, fazendo as escolhas que mais se aproximem da equivalência de sentido da língua-fonte, não descurando nunca, porém, da lição do escritor espiritual André Luiz, em seu seguinte enunciado, também emoldurável: "Liberte-se das frases de efeito. – A palavra postiça sufoca o pensamento." (do livro "Estude e Viva", através do médium Waldo Vieira.)

Evitem-se também os sinônimos relativos que costumam gerar dubiedades de sentido. [Para o tradutor iniciante ou que ainda não domina profunda e amplamante o vocabulário das duas línguas de trabalho, é de bom alvitre instaurar e emoldurar sobre a parede à frente a seguinte premissa básica: a próxima palavra ou expressão a traduzir é sempre um falso amigo (ou falso cognato).]
Enfim, ainda que se valha dos mais variados recursos da tradutologia, deve-se ter sempre em mira não comprometer, depois da última lima, a simplicidade do resultado final. Isso vale especialmente se o público-alvo não for especializado no assunto ou não for familiarizado com o nível de linguagem escolhido para o texto original ou para o texto derivado.
O juiz-tradutor, portanto, tem diante de si uma dupla fase de cognição, antes de proferir a sua sentença tradutorial. Ele tem de conhecer o fato-ideia e conhecer também o fato-expressão do fato-ideia.

Ante o exposto, concluímos que a comunicação tradutorial tem quatro polos, sendo dois significantes e dois significados, a saber:
O primeiro significante é a ideia original na cabeça do autor original.
O primeiro significado é a ideia escrita pelo autor original, que já é uma tradução ou decodificação em palavras da própria ideia por ele pensada, e que nem sempre espelha com fidelidade essa mesma ideia.
O terceiro polo, agora na visão do tradutor, é a ideia escrita original, que funciona como segundo significante e que induz o tradutor a um entendimento de significado-significante em sua cabeça.
E aí entra, ou melhor, sai o quarto polo, que é o escrito-significado final, que vai para o papel na máquina de escrever do tradutor.
Pode haver ruído (falha) de comunicação tanto da fonte mental do autor original para a máquina de escrever deste, quanto do papel escrito para o receptor mental do tradutor e quanto da fonte mental do tradutor para a máquina de escrever deste último.
É todo um complexo de intelecções, interpretações, hermenêuticas, exegeses, eisegeses e expectativas criadoras e recriadoras de ideias e expressões que tem de ser levado em consideração no labor tradutorial. E olhe que fizemos aqui uma abordagem perfunctória desse complexo apenas entre as pessoas do autor original e do tradutor. Imagine se estendêssemos mais linhas aqui, para trazermos ao feito discursivo e cognitivo, também, as pessoas dos leitores originais e dos leitores da tradução e suas visões de mundo, que influenciam na concepção de nova malha de significantes e significados! [Quem sabe oportunamente...]
Por ora, aguardamos embargos declaratórios que ajudem a clarear, corrigir, explicar ou ampliar o presente arrazoado, que está longe de ser uma decisão, muito menos definitiva, mas que é apenas um parecer, sem qualquer pretensão de se tornar vinculante às ideias dos honrosos leitores ou produtores textuais que se interessam pelo assunto, muito menos com pretensão de observância erga omnes, estando ele passível de reforma ad infinitum, inclusive por este próprio textuador-textuado.

Publique-se.
Cumpra-se, querendo.
Aguarde-se o decurso de prazo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

ALGUMAS NOVIDADES TRADUZIDAS EM NOVEMBRO DE 2014 / KELKAJ NOVAĴEROJ TRADUKITAJ EN NOVEMBRO 2014




«ESCUDO INVISÍVEL» QUE PROTEGE A TERRA INTRIGA CIENTISTAS // “NEVIDEBLA ŜILDO”, KIU PROTEKTAS LA TERON, MIRIGAS SCIENCISTOJN

28-11-2014

Os cientistas descobriram que existe uma espécie de «escudo invisível» a uns 11.600 km da superfície da Terra que protege o nosso planeta de ser bombardeado por «electrões assassinos».

Numa larga escala, se a Terra não tivesse esta defesa, os electrões poderiam danificar as redes energéticas, mudar o clima e fazer disparar as taxas de cancro.


Localizado entre as camadas interior e exterior da cintura de Van Allen, o «anel» parece surgir e desaparecer conforme as condições do espaço, refere a imprensa britânica.

«É quase como se os electrões fossem contra uma parede de vidro», disse Daniel Baker, professor da Universidade do Colorado, que considera o fenómeno «extremamente intrigante».
Sciencistoj eltrovis, ke ekzistas speco de “nevidebla ŝildo”, post ĉirkaŭ 11.600 kilometroj de la surfaco de la Tero, protektanta nian planedon kontraŭ la bombado de “murdaj elektronoj”.

Larĝamplekse, se la Tero ne havus tiun defendon, la elektronoj povus damaĝi la energiajn retojn, ŝanĝi la klimaton kaj pligrandigi la procentojn de ŝankroj.

Situaciante inter la interna kaj ekstera tavoloj de la zonoj de Van Allen, tiu “ringo” ŝajnas aperi kaj malaperi, depende de la kondiĉoj de la Spaco, diras la brita gazetaro.

“Estas kvazaŭ la elektronoj estas muro el vitro”, diris Daniel Baker, professoro en la Universitato de Kolorado. Li konsideras tiun fenomenon “tro impresa”.
FONTO:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=748390


((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((*)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))


RODA DE CAPOEIRA RECEBE TÍTULO DE PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE // RONDO DE KAPOEJRO RICEVIS LA TITOLON DE NEMATERIA KULTURA HEREDAĴO DE LA HOMARO

26-11-2014

Dança, luta, símbolo de resistência e uma das manifestações culturais mais conhecidas no Brasil, a roda de capoeira recebeu hoje (26) o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Após votação durante a 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, em Paris, a roda de capoeira ganhou oficialmente o título.

Com o título, a prática cultural afro-brasileira reúne-se agora ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), à Arte Kusiwa- Pintura Corporal (AP), ao Frevo (PE) e ao Círio de Nazaré (PA), também reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Kiel danco, lukto, simbolo de rezistado kaj unu el la kulturaj manifestadoj plej konataj en Brazilo, la rondo de Kapoejro ricevis hodiaŭ (la 26-a) la titolon de Nemateria Kultura Heredaĵo de La Homaro ĉe la Eduka, Scienca kaj Kultura Organizo ke la Unuiĝintaj Nacioj (Unesko).

Post balotado dum la 9-a Sesio de la Interregistara Komitato por la Protektado de la Nemateriaj Heredaĵoj, en Parizo, la rondo de Kapoejro gajnis oficiale la titolon.

Post tia titolo, tiu afrobrazila kultura praktikado samrangiĝas kun la Ronda Sambo de Rekonkavo (en Bahia), la Kusiva Arto (la surkorpa pentrado en Amapao), la Frevo (en Pernambuko) kaj la Kulto al Nia sinjorino el Nazareto, kiuj same estas rekonataj kiel Nemateriaj Kulturaj Heredaĵoj de La Homaro.
FONTO:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2014-11/roda-de-capoeira-recebe-titulo-de-patrimonio-cultural-imaterial-da

-*-*-*-*-*


A HISTÓRIA DE IRMÃ DULCE CHEGA AOS CINEMAS // LA HISTORIO DE FRATINO DULCE ALVENAS AL LA KINEJOJ

25-11-2014



Guiada pela fé, ela dedicou a sua vida aos mais necessitados e mudou o rumo da história.
Indicada ao Prêmio Nobel da Paz, e venerada por milhões de brasileiros, Irmã Dulce é um dos maiores símbolos de amor e dedicação ao próximo de todos os tempos.
E a partir desta quinta-feira, 27 de novembro, o público poderá conferir sua história nos cinemas.
É mergulhando na realidade do Nordeste brasileiro, prioritariamente entre os anos 40 e 80, que a cinebiografia resgata a trajetória do "Anjo Bom da Bahia", a religiosa que enfrentou o preconceito, o machismo e os dogmas da Igreja em defesa dos mais necessitados, doentes e miseráveis - sem nunca desistir da sua obstinação, alegria e fé.

Dirigido por Vicente Amorim, com roteiro de Anna Muylaert e L.G. Bayão e produzido por Iafa Britz, Irmã Dulce traz no papel principal as interpretações de Sophia Pereira Brachmans, Bianca Comparato e Regina Braga.
Gvidite de la fido, ŝi dediĉis sian vivon al tiuj, kiuj plej bezonas, kaj ŝanĝis la iradon de la historio.
Proponite al la premio Nobelo pri Paco kaj respektegata de milionoj da brazilanoj, Fratino Dulce (Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (26-a de majo 1914 — 13-a de marto 1992)) estas unu el la plej grandaj simboloj de amo kaj sindediĉo al la proksimulo en ĉiuj tempoj.
Kaj ekde la venonta ĵaŭdo, la 27-a de novembro, la publiko povos koni ŝian historion en la brazilaj kinoteatroj.
Mergiĝinte en la realecon de la brazila Nordoriento, ĉefe inter la jarojn 40-ajn kaj 80-ajn, la filmobiografio revivigas la vojiradon de la “Bona Anĝelo de Bahia”, la religiulino, kiu alfrontis la antaŭjuĝon kaj la dogmojn de la Eklezio, defendante la senhavulojn, malsanulojn kaj mizerulojn – neniam rezignante siajn obstinecon, ĝojecon kaj fidon.

Reĝisorite de Vicente Amorim, kun filmteksto de Anna Muylaert kaj L.G. Bayão, kaj produktita de Iafa Britz, “Irmã Dulce” havas en la ĉefa rolo la interpretojn de Sophia Pereira Brachmans, Bianca Comparato kaj Regina Braga.

FONTO:



                   *************************************************************

GARRAFA ESPECIAL TRANSFORMA UMIDADE DO AR EM ÁGUA POTÁVEL // SPECIALA BOTELO TRANSFORMAS LA HUMIDECON DE LA AERO EN TRINKEBLAN AKVON

21-11-2014

Já imaginou uma garrafa d’água que “enche sozinha”? Pensando nisso, Kristof Retezar decidiu criar um aparelho que coleta a umidade do ar e a transforma em água potável.
“Minha meta era criar um aparelho pequeno, compacto e autossuficiente capaz de absorver a umidade do ar, separar as moléculas d’água e estocá-las em uma garrafa”, conta o autor.
Funcionando com energia solar, o aparelho é capaz de produzir meio litro de água em uma hora – com as condições climáticas ideais. Estima-se que a atmosfera do planeta Terra contenha aproximadamente 13 mil km³ de água inexplorada; e esse projeto chega com a ideia de descobrir esses recursos.

“Depois de 30 experimentos, eu finalmente consegui alcançar a constante de uma gota condensada por minuto. Aí desenvolvi um sistema compacto e prático para ser atrelado a uma bicicleta, por exemplo”, conta Retezar.
Ĉu vi jam imagis akvobotelon pleniĝantan sola? Imaginte tion, la aŭstra industria fasonisto Kristof Retezar decidis elkrei aparaton, kiu kolektas la humidecon de la aero kaj aliigas ĝin en trinkakvon.
“Mia celo estis elfari malgrandan, kompaktan kaj memsufiĉan aparaton kapablan ensorbi la humidecon de la aero, apartigi la akvomolekulojn kaj teni ilin en botelo”, rakontis la iniciatinto.
Funkciante per sunenergio, la aparato estas kapabla produkti duonan litron da akvo en unu horo, en idealaj klimataj kondiĉoj. Oni taksas, ke la atmosfero de la planedo Tero enhavas proksimume 13 mil kubajn kilometrojn da neesplorita akvo; kaj tiu projekto alvenas kun la intenco utiligi tiajn rimedojn.

“Post 30 provoj, mi fine sukcesis produktigi la konstanton de po unu kondensita guto minute. Tiam mi elvolvis kompaktan kaj praktikan sistemon por esti aljungita al biciklo, por ekzemplo”, rakontis Retezar.
FONTO:


                [][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][]


INTERNET GRATUITA PARA TODOS: OUTERNET // SENPAGA INTERRETO POR ĈIUJ: OŬTERRETO

20-11-2014

Estima-se que 4,3 bilhões de pessoas no mundo não possuem acesso à internet, pessoas que não podem acessar livros gratuitos publicados na rede, informações meteorológicas, notícias e tudo mais que o restante do planeta encontra em uma rápida pesquisa no Google.
A Outernet quer mudar isso.
Ela pode ser vista como um projeto social que fornecerá uma espécie de internet alternativa e gratuita a esse grupo de pessoas excluídas digitalmente.

Como funciona

Uma vez por semana - salvo em situações emergenciais - a equipe da Outernet seleciona conteúdos na internet que consideram importantes para a humanidade, como notícias, conteúdo educacional e outros materiais relevantes.
Oni taksas, ke 4,5 miliardoj da homoj en la mondo ne povas aliri al Interreto. Ili ne povas koni senpagajn librojn publikigitajn en la Reto, meteologiajn informojn, novaĵojn kaj ĉion kroman, kion la ceteraj planedanoj trovas post mallonga serĉo en Guglo.
Oŭterreto celas ŝanĝi tion. Ĝi povas esti rigardata kiel socia projekto, kiu provizos specon de alternativa kaj senpaga interreto al tia amaso da ciferecaj ekskluzivitaj homoj.

Kiel ĝi funkcias

Unu fojon ĉiusemajne – escepte en urĝaj okazoj – la funkciularo de Oŭterreto elelektas en Interreto sciigaĵojn, kiujn ili konsideras gravaj por la homaro, kiel novaĵoj, edukaj entenaĵoj kaj aliaj gravaj materialoj.
FONTO:




           /////////////////////////////////////////////////////////////////////@\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\

ATOMOTRÔNICA PROMETE GPS QUÂNTICO // ATOMOTRONIKO PROMESAS KVANTUMAN TPS

19-11-2014

A mais do que futurística atomotrônica propõe construir circuitos lógicos usando átomos flutuando entre feixes de raios laser, uma espécie de eletrônica sem sólidos.
Em vez de átomos comuns, os físicos têm-se interessado por átomos artificiais, condensados ultrafrios de átomos de rubídio que se comportam como um único objeto quântico - eles são mais conhecidos como condensados de Bose-Einstein.
O maior entrave para que as propostas teóricas tornem-se realidade é que o estado quântico do condensado é delicado demais, e ele se esfacela facilmente.
La pli ol futurisma Atomotroniko proponas konstrui logikajn cirkvitojn, utiligante atomojn flirtantajn inter faskoj el laser-radioj, kiel speco de elektroniko sen solidoj.
Anstataŭ pri ordinaraj atomoj, fizikistoj estas interesataj pri artefaritaj atomoj – tro malvarmaj kondensaĵoj el rubidio, kiuj kondutas kiel unu sola kvantuma objekto, kaj kiuj estas pli konataj kiel kondensaĵoj de Bose-Einstein.

La plej granda baro superota, por ke tiuj teoria propono fariĝu realaĵo estas tio, ke la kvantuma stato de tiu kondensaĵo estas tro delikata kaj tial disrompiĝas tre facile.
FONTO:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=atomotronica-promete-gps-quantico&id=010110141119

        **********************************************************************


PROGRAMA IDIOMAS SEM FRONTEIRAS OFERECE FORMAÇÃO EM SETE LÍNGUAS // LA BRAZILREGISTARA PROGRAMO ‘IDIOMOJ SEN LIMOJ’ PROPONAS KURSOJN PRI SEP LINGVOJ

18-11-2014

O Ministério da Educação lançou nesta segunda-feira (17) o programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) voltado para a formação e a capacitação de estudantes, professores e corpo técnico-administrativo de instituições de educação superior e de professores de idiomas da rede pública de educação básica.

O programa é direcionado aos estudantes e professores que precisam melhorar a proficiência em línguas como inglês, francês, espanhol, italiano, japonês, mandarim, alemão e português para estrangeiros.

A iniciativa, complementar ao Ciência sem Fronteiras (CsF) e às demais políticas públicas de internacionalização, vai dar bolsas de estudos aos estudantes e professores que queiram estudar línguas.
La brazila ministerio pri edukado lanĉis, en la lasta lundo (la 17-a), la programon ‘IDIOMOJ SEN LIMOJ’, kiu celas la formadon kaj la kapabligon de studentoj, instruistoj kaj teknika-administracia servistaro de institucioj pri supernivela edukado, krom ankaŭ de instruistoj pri idiomoj en la publika fundamenta lernejaro.

La programo disponiĝas por tiuj studentoj kaj instruistoj, kiuj bezonas plibonigi sian lertecon en lingvoj tiaj, kiaj la angla, la franca, la hispana, la itala, la japana,  la mandarena, la germana kaj la portugala por neportugallingvanoj.

La iniciato, kiu estas komplemento al ‘Scienco sen Limoj’ kaj al publikaj politikoj pri internaciigo, donos stipendiojn al la studentoj kaj instruistoj, kiuj deziras studi lingvojn.
FONTO:


                &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&


CRIANÇA DE 5 ANOS PASSA EM TESTE DE CERTIFICAÇÃO DA MICROSOFT // 5-JARA INFANO VENKIS EN ATESTA EKZAMENO DE MIKROSOFTO

17-11-2014

Ayan Qureshi, um garoto de apenas seis anos se tornou a pessoa mais jovem a conquistar o título de Profissional Certificado pela Microsoft. E, quando conseguiu a façanha, li tinha cinco anos.

O pai de Ayan, Asim Qureshi, é consultor de TI e disse à BBC que introduziu o filho ao mundo da tecnologia quando o garoto tinha três anos. "Qualquer coisa que eu dizia, no dia seguinte ele se lembrava de tudo, então comecei a alimentá-lo com mais informações", contou.
Asim ressaltou que a parte difícil foi fazer uma criança tão nova a entender a linguagem do teste da Microsoft, mas a boa memória do filho contribuiu para o sucesso.
O garoto possui um laboratório de informática em casa, onde ele mesmo montou a rede de computadores. Cerca de duas horas de seu dia é gasta no espaço, aprendendo sobre sistemas operacionais e como instalar programas.
A família, contando com a mãe, Mamoona, se mudou do Paquistão para a Inglaterra em 2009.
Ayan diz querem abrir sua própria empresa e ajudar a erguer um hub de tecnologia britânico equiparável ao que o Vale do Silício representa nos Estados Unidos.

Ayan Qureshi, knabeto havanta nur ses jarojn, fariĝis la homo plej juna, kiu konkeris la titolon de Profesiulo Atestita de Mikrosofto. Kaj menciindas, ke, kiam li obtenis tiun atingaĵon, tiam li aĝis kvin jarojn.

La patro de Ayan, Asim Qureshi, estas ekspertizisto pri TI kaj diris al BBC, ke li enkondukis la filon en la mondon de la teknologio tiam, kiam la infano estis tri-jaraĝa. “Pri io ajn, kion mi diradis al li, en la sekvanta tago li rememoradis ĉion. Tial mi komencis provizi lin per pli da informoj”, li rakontis.
Asim rimarkigis, ke la malfacila parto estis tio, igi ke tiel juna infano komprenu la lingvaĵon de la testo de Mikrosofto, sed la bona memoro de la filo helpis lin, por sukcesigi lin.
La knabeto posedas laboratorion pri informadiko en la hejmo, kie li mem muntis reton da komputiloj. Li pasigas po ĉirkaŭ du horoj tage en tiu spaco, lernante pri operaciaj sistemoj kaj pri kiel instali programojn.
La familio, inkluzive de lia patrino – Mamoona, transloĝiĝis de Pakistano al Anglujo, en 2009.
Ayan diris, ke li intencas fondi sian propran entreprenon kaj helpi  starigi britan industrian centron pri teknologio samgravan kiel Silicia Valo en Usono.
FONTO:



          ###########################################

XADREZ: ONZE PAÍSES CONFIRMAM PRESENÇA NO AFRICANO DE JUNIORES // ŜAKO: DEK LANDOJ KONFIRMIS LA PARTOPRENON EN LA AFRIKA JUNULA TURNIRO

14-11-2014

Trata-se do Egipto, Argélia, Tunísia, Ghana, Mauritânia, Ilhas Maurícias, Malawi, África do Sul, Zâmbia, Botsuana e Namíbia, aguardando-se pelas confirmações do Quénia, Uganda, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Tito Martins salientou que as inscrições terminam no dia 15 deste mês.
O responsável frisou que as delegações devem começar a escalar Luanda a partir do dia 30 do corrente mês, para partirem ao palco da competição no dia seguinte.
Angola realiza o evento pela segunda vez. A primeira foi em 1995.
A mestre internacional angolana Esperança Caxito é a detentora do troféu, em femininos.

Ili estas Egiptujo, Alĝerio, Tunizio,  Ganao, Maŭritanio, Maŭricio, Malavio, Sudafriko, Zambio, Bocvano kaj Namibio. Oni atendas la konfirmojn de Kenjo, Ugando, Mozambiko kaj Santomeo kaj Principeo.
Tito Martins elstarigis, ke la aliĝperiodo finiĝos en la 15-a de tiu ĉi monato.
Li atentigis, ke la landskipoj devos alveni al Luando ekde la 30-a de la kuranta monato, por aliri al la ŝak-konkurejo en la sekvanta tago.
Angolo realigas tiun eventon je la dua fojo. La unua okazis en 1995.
La angola internacia majstrino Esperança Caxito estas la posedantino de la koncerna trofeo inter la virinoj.

 


FONTO:
http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/desporto/2014/10/46/Xadrez-Onze-paises-confirmam-presenca-africano-juniores,aa5bc39e-97de-43b4-ab74-70e633526e8a.html


-/-/-/-



CIENTISTAS BRASILEIROS CURAM NEURÔNIO AUTISTA // BRAZILAJ SCIENCISTOJ KURACIS AŬTISMAN NEŬRONON

13-11-2014

O biólogo molecular brasileiro Alysson Muotri acaba de finalizar uma pesquisa com resultados promissores.
No estudo, que utilizou células extraídas de dente de leite de crianças, Muotri descobriu como fazer o neurônio de um autista clássico se comportar de forma normal.

Por meio de comparação, o pesquisador percebeu que o neurônio da criança com autismo tem alterações morfométricas e funcionais em comparação ao da criança sem autismo.
Após observar o sequenciamento genético do paciente autista e conhecer as mutações, os pesquisadores descobriram que uma das maneiras de reverter o quadro é com o uso de uma substância chamada hiperforina, encontrada na erva de São João.

Os resultados promissores, porém, configuram o que é chamado no meio científico de "prova de princípio".

"Mostramos que a síndrome pode ser revertida. Mas reverter um cérebro inteiro, já formado, vai com certeza ser bem mais complexo do que fazer isso com neurônios numa placa de petri - recipiente usado em laboratório para o cultivo de micro-organismos - ", explica o pesquisador.

La brazila molekul-biologo Alysson Muotri ĵus finis esploron kun esperigaj rezultatoj.
En la esploro, kiu utiligis ĉelojn ekstraktitajn el infanaj laktodentoj, Muotri eltrovis kiel igi la neŭronojn de tipa aŭtismulo funkcii normale.

Farinte komparon, la esploristo konstatis, ke la neŭronoj de infano kun aŭtismo havas morfometrajn kaj funkciajn ŝanĝiĝojn, kompare al tiuj de infano sen aŭtismo.
Post ol observi la genetikan sinsekvon de aŭtismaj pacientoj kaj koni ĝiajn ŝanĝiĝojn, la esploristoj malkaŝis, ke unu el la manieroj rebonigi la kadron okazas per la utiligo de substanco nomata hiperforino, trovebla en la herbo trapunkta hiperiko (aŭ sankt-johana herbo).

Tiuj esperigaj rezultoj, tamen, konsistigas tion, kio estas nomata en la scienca medio kiel “pruvo de principo”.
“Ni elmontris, ke tiu sindromo povas esti regresigita. Tamen, regresigi ĝin en tuta cerbo estos sendube multe pli malsimple, ol fari tion en neŭronoj en Petri-plado – ujo uzata en laboratorio por la kultivado de mikroorganismoj –  ”, atentigas la esploristo.

FONTO:
http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=5849



            ********************************************************************


ROBÔ LIBERADO PELA SONDA ROSETTA POUSA EM COMETA, CONFIRMA AGÊNCIA // LA ROBOTO ELIĜINTA EL LA SONDILO ROSETTA SURIĜIS KOMETON

12-11-2014



Pela primeira vez, o homem conseguiu pousar um robô em um cometa, em uma missão que durou mais de dez anos e que tem o objetivo de estudar esse corpo celeste. Dados enviados pelo módulo Philae e rebatidos à Terra pela sonda Rosetta, responsável por levar o equipamento ao cometa, confirmaram no início da tarde desta quarta-feira (12) o feito inédito na ciência.

A Agência Espacial Europeia, ESA, recebeu a confirmação às 14h03 de que o módulo espacial Philae tocou o solo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, uma massa imensa com superfície composta de gelo e poeira. "Estamos sentados na superfície. Estamos no cometa", disse Paolo Ferri, um dos líderes da missão Rosetta, depois de confirmar o funcionamento da transmissão do sinal.

La unuan fojon la homo sukcesis surmeti roboton sur kometon, en misio, kiu daŭris pli ol dek jarojn kaj kiu celas esplori tiun ĉielan korpon.
Informoj elsenditaj de la surkometiĝinta robota modulo Philae kaj retransmisiitaj al la Tero pere de la sondilo Rosetta (respondeca porti la aŭtomaton al la kometo), konfirmis, en la komenciĝo de la vespero de ĉi tiu merkredo (la 12-a), tiun tute novan faron en la Scienco.

La Eŭropa Spaca Agentejo (ESA) ricevis la konfirmon, je la 2-a kaj 3 min, ke la spaca modulo Philae surmetis sur la grundo de la kometo 67P/Churyumov-Gerasimenko - grandega maso kun surfaco el glacio kaj polvo. “Ni sidas sur la surfaco. Ni estas sur la kometo”, diris Paolo Ferri, unu el la gvidantoj de la misio Rosetta, tuj post kiam li konfirmis la funkcion de la signal-elsendo.
FONTO:
 

///////////////////////////////


CIENTISTAS DIZEM TER IDENTIFICADO PARTE DO CÉREBRO QUE FAZ "VER FANTASMAS" // SCIENCISTOJ ASERTIS, KE ILI IDENTIGIS LA PARTON DE LA CERBO, KIU IGAS ONIN “VIDI FANTOMOJN”

11-11-2014

A sensação de estar próximo a uma "presença-fantasma" - que há alguém por perto quando não há ninguém - tem origem numa parte do cérebro. Agora foi descoberta qual.
A descoberta consta num estudo recente publicado no jornal científico "Current Biology".
Os cientistas não só conseguiram identificar algumas áreas do cérebro responsáveis por esta sensação relatada por algumas pessoas, como também conseguiram criar uma experiência que faz com que as pessoas sintam que há um fantasma por perto.
O estudo, segundo a BBC, constatou que os pacientes com problemas nas zonas do cérebro associadas à autoconsciência, movimentos e a posição do corpo no espaço relatavam experiências como esta, de sentir a presença de alguém que não existe. A "presença-fantasma" é um fenômeno comum relatado por muitas pessoas.
Segundo Giulio Rognini, cientista do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, «essa impressão é muito "real". Essas pessoas sentem alguém, mas não conseguem ver essa pessoa. É sempre uma presença sentida», afirmou o investigador. Para ele, esta sensação é mais comum em pessoas que enfrentam condições extremas, como montanhistas ou pessoas com condições neurológicas específicas.
Tiu sento esti apud “fantoma ĉeestanto”, kiam kvazaŭe iu estas proksime, sed kiam en vero estas neniu tie, havas originon en parto de la cerbo. Nun estas eltrovita, kiu ĝi estas. Tiu eltrovo estas raportita en antaŭnelonga publikaĵo de la scienca ĵurnalo “Current Biology”.

La sciencistoj sukcesis ne nur identigi kelkajn cerbareojn respondecajn pri tiu sento raportita de kelkaj homoj, sed ankaŭ sukcesis fari eksperimenton, kiu igas, ke la homoj sentu, ke estas fantomo apude.

La studaĵo, laŭ BBC, konstatis, ke la pacientoj kun problemoj en la regionoj de la cerbo asociitaj al la memkonscio, movoj kaj pozicio de la korpo en la spaco raportis spertojn tiajn kiel tiu, senti la ĉeeston de iu, kiu ne ekzistas. La “fantoma ĉeestanto” estas ordinara fenomeno raportita de multaj homoj.

Laŭ Giulio Rognini, sciencisto de la Federala Instituto pri Teknologio de Svisujo, “tiu impreso estas tre “reala”. Tiaj homoj sentas iun, sed ili ne sukcesas vidi lin. Temas ĉiam pri apudesteco sentata”, asertis la esploristo. Laŭ li, tia sento estas pli ofta ĉe homoj, kiuj spertas ekstremajn situaciojn, kiel mont-grimpistoj kaj homoj kun specifaj neŭrologiaj kadroj.
FONTO:
http://m.tsf.pt/m/newsArticle?contentId=4231506&page=1 


               *-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

O APANHADOR DE DESPERDÍCIOS // LA KOLEKTANTO DE MALUZITAĴOJ – poemo de Manoel de Barros (1916 - senfino)

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

Mi uzas la vortojn, por komponi miajn silentojn.
Mi ne ŝatas la vortojn lacajn informi.
Mi havas pli da respekto al tiuj el ili,
kiuj vivas plate sur la grundo, kiaj akvo, ŝtono, bufo.
Mi komprenas bone la akĉenton de la akvoj.
Mi donas gravecon al la negravaj aferoj kaj al la negravaj estaĵoj.
Mi pli estimas insektojn, ol aviadilojn.
Mi pli estimas la rapidecon de la testudoj, ol tiun de la misiloj.
Mi tenas en mi denaskan malfruiĝemon.
Mi estis aranĝita por ŝati birdetojn.
Mi abunde feliĉas pro tio.
Mia korto estas pli granda ol la mondo.
Mi estas kolektanto de maluzitaĵoj:
Mi amas la restaĵojn,
same kiel la muŝoj.
Mi ŝatus, ke mia voĉo 
havus formon de kanto.
Ĉar mi ne emas al informadiko:
mi emas al inventadiko.
Mi uzas la vortojn
nur por komponi miajn silentojn.

                   =======================================================


TESTES COM VACINA ANTIEBOLA NO MALI TÊM RESULTADOS 'PROMISSORES' // TESTOJ DE KONTRAŬEBOLA VAKCINO EN MALIO HAVAS ESPERIGAJN REZULTOJN

07-11-2014

O primeiro voluntário no Mali foi o pediatra Seydou Sissoko, vacinado no dia 8 de outubro, na capital, Bamako. "Desde que eu recebi a vacina, me sinto bem. Não há diferença na forma de como eu me sinto agora e como eu me sentia antes", disse.

Dez outros agentes de saúde deverão receber mais vacinas nesta quinta-feira. O exercício faz parte de um grande estudo entre diversos países, iniciado no Reino Unido em setembro.

"Sabemos que depois de duas semanas eles estão começando a ter alguma resposta imune e não há reações adversas", disse Samba Sow, epidemiologista de doenças infecciosas e especialista em vacinas e diretor do Centro de Desenvolvimento de Vacinas (DCV) no Mali.
La unua volontulo en la afrika lando Malio estis la infankuracisto Seydou Sissoko, vakcinita en la 8-a de oktobro, en la ĉefurbo Bamako. “De kiam mi ricevis la vakcinon, mi fartas bone. Estas nenia diferenco inter mia nuna sanstato kaj la alia, kiun mi havis antaŭe”, li diris.

Dek pliaj sanagentoj estis vakcinitaj lastĵaŭde. La eksperimento rezultas el granda studo de diversaj landoj, komencita en Unuiĝinta Reĝlando, septembron.

“Ni scias, ke, post kiam jam pasis du semajnoj, ili jam komencas prezenti imunigan reagon, kaj ne montriĝas malfavoraj reakcioj”, anoncis Samba Sow, epidemiologiisto pri infektaj malsanoj, fakulo pri vakcinoj kaj direktoro de la malia Centro pri Elkreado de Vakcinoj.
FONTO:


        =============================================================


ARCO-ÍRIS DENTRO DA NUVEM: ESPETÁCULO DE CORES // ĈIELARKO ENE DE NUBO: SPEKTAKLO DE KOLOROJ

06-11-2014



Um grande arco-íris dentro de uma nuvem tomou o céu de Gippsland, zona rural de Victória, na Austrália.
O espetáculo é um fenômeno raro e impressionante.
A alteração das nuvens, conhecida como "fallstreak hole", ficou visível para todos os moradores da região.
As informações são do site ABC News e do jornal The Huffington.

Explicação


Segundo as publicações, o fenômeno acontece quando a temperatura da água das nuvens fica abaixo de zero, mas a água não congela imediatamente, devido a falta de partículas de gelo no céu.
Quando os cristais de gelo se formam, eles fazem com que as gotículas de água em torno dos critais evaporem, deixando um grande "buraco" na nuvem. Nele se forma o arco-íris.
Granda ĉielarko meze en nubo aperis sur la ĉielo de Gipslando, kampara regiono de Viktorio, en Aŭstralio. Tia spektaklo estas rara kaj tre impresa fenomeno.
Tiu ŝanĝaĵo de la nuboj, konata kiel “fallstreak hole” (“borita nubo”), videbliĝis al ĉiuj loĝantoj de la regiono.
Informis pri tio la retejoj de ABC NEWS kaj de The Huffington.

Klarigo

Laŭ publikite, tiu fenomeno okazas tiam, kiam la temperaturo de la nubaj akvoj malplialtiĝas al sub nulo, sed kiam la akvo ne tuje kongelas sin, pro manko de glacipartikloj en la ĉielo.
Kiam la glacikristaloj formiĝas, tiam ili igas, ke gutetoj el akvo ĉe la kristaloj vaporiĝu kaj tiel faru grandan truon en la nubo. Tiam, en ĝi estiĝas la ĉielarko.
FONTO:



      ***********************************************************************



VAN VIRA LAVANDERIA PARA ATENDER MORADORES DE RUA // MINIBUSO ŜANĜIĜIS EN VESTOLAVEJON, POR HELPI SENHAVULOJN

05-11-2014

Dois rapazes da Austrália, Lucas Patchett e Nicholas Marchesi, ambos 20 anos, adaptaram uma van para virar lavanderia móvel.  O serviço é voltado para atender desabrigados e moradores de rua.
A van é movida por gerador e pode ser construída através de doações. Em uma hora pode-se lavar até 20 kilos de roupa.

Du aŭstraliaj junuloj, nome Lucas Patchett kaj Nicholas Marchesi, ambaŭ 20-jaraj, adaptis plur-homan aŭtomobilon, ke ĝi turniĝu en moveblan tolaĵ-lavejon. Per ĝi ili celas helposervi neŝirmitojn kaj stratloĝantojn.
La aranĝaĵo funkcieblas per generatoro kaj povas esti finkonstruita pere de donacioj. En la daŭro de unu horo ĝi povas lavi ĝis 20 kilogramoj da vestaĵoj.
FONTO: